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Você já deve ter ouvido. A música é toda certinha, sensacional para as pistas, perfeita nos arranjos. E um grande sucesso.

A banda existe na Inglaterra desde 2008. Mas começou a ocupar todos os espaços a partir de 2014. Nesse mesmo ano, sua canção “Rather Be” bateu o recorde de faixa mais vendida para um mês de janeiro desde o ano 1996.

É verdade que a banda não é a primeira banda pop da história a formar audiências gigantescas. Mas tem algo novo aí. O sucesso da banda “Clean Bandit” vem acontecendo nos últimos anos ao mesmo tempo em que o formato da indústria fonográfica entrava em colapso.

Pensando a banda como produto, o que está sendo feito diferente?

Seguem alguns cuidados que a banda tomou, desde modelo de negócio, branding, e comunicação. Trata-se, no fundo, de cuidados com a estrutura e a estética de uma economia em rede.

Os 7 Acertos:

Parcerias

A banda começou um trabalho muito acertado ao unir seu talento com o de outros artistas. Alguns exemplos: Zara Larrson, Louisa Johnson, Sean Paul, Anne-Marie, e Jess Glyne (parceria de 2014, começando a série, justamente, com “Rather Be”).

Posição da fonte

A banda não domina a posição central da cena. Assume papeis de apoio, como facilitadora, mediadora, interlocutora.

Participação do público

Pessoas comuns são convidadas a participar dos clipes, e ajudam a contar a história com suas emoções. Tornam-se metáforas muito poderosas para dar sentido e compartilhamento às narrativas.

Heróis do cotidiano

As histórias das canções colocam no centro personagens comuns, mas centrais do cotidiano. São os heróis do cotidiano, desprovidos de um reconhecimento mitológico. Por exemplo, motoristas de ônibus – e o próprio ônibus.

Easter Eggs

Ao longo do conteúdo, incidência de elementos que garantem entretenimento, através da surpresa, e situações inusitadas.

Contrastes

A música clássica empresta  riqueza de formas para a execução das canções, com o uso de instrumentos de cordas, ou até mesmo a orquestra sinfônica completa, na parceria com Zara Larrson. As formas híbridas são o resultado da rede.

Imagem cifrada

As formas da identidade provocam a imersão, e provocam o público a buscar explicações para escolhas em novas fontes de conteúdo, também associadas à banda. A identidade está bem aplicada coerentemente nos pontos de contato da banda. Mas não pode ser decifrada no primeiro momento. A identidade dessa marca foi programada para não se desgastar, nas formas gráficas, e nas decisões de dublagem, e áudio “off”.

O apelo da Clean Bandit parece não dar sinais de fraqueza. A banda acertou muito em entender a linguagem da rede. Ou seja: não é preciso falar de tecnologia e usar gadgets para estar na Internet. Quem faz a conexão na rede é quem entende como se forma a cadeia de valor num ambiente em que todos podem participar.

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Saiba mais sobre a banda composta por Grace ChattoJack Patterson e Luke Patterson.

 

 

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