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Você já se perguntou “por que compartilhamos conteúdos”? Afinal: por que nossas publicações geram interesse? Quais são as motivações mais profundas do fenômeno da audiência?

 

O que você vê na figura acima? Trata-se de processamento de imagens, feito sem a intervenção humana. Resultou das pesquisas do Google com Inteligência Artifical.

Eis algumas coisas que podemos pensar e afirmar sobre isso:

“Engenheiros pesquisam formação de imagens através da programação de redes neurais”.

“Computadores agora podem sonhar”.

“O que aprendi sobre espiritualidade conhecendo pesquisas do Google”.

“Eu e meus amigos formamos um grupo de estudo sobre inteligência artificial”.

Fica fácil perceber que um único conteúdo pode sofrer diferentes abordagens. O que isso significa? Uma publicação ganha um apelo diferente quando muda a edição do seu conteúdo. Essas mudanças na edição permitem atingir públicos diferentes, em momentos diferentes. Mas todas elas têm algo em comum: criam uma ponte entre a base emocional da pessoa que lê com a base emocional embutida na edição da publicação.
No fundo da personalidade de cada um de nós formou-se uma base emocional, modelada pelas nossas experiências individuais. As emoções são diferentes de sentimentos. Os sentimentos são memórias que podemos associar conscientemente a novos eventos que ocorrem em nossa vida. As emoções estão em funcionamento mesmo antes de formularmos os pensamentos. Consistem de um sistema com o qual já nascemos. E ao longo do nosso crescimento, elas ganham uma forma individual, tornando-se o “chip” pessoal com o qual processamos nossa visão de mundo.

Aqui está a chave para entender os porquês do compartilhamento das publicações. Lá na base, somos animais preocupados com a sobrevivência. E por isso é muito importante conhecer o grau de segurança que o nosso ambiente oferece. Para tanto, buscamos saber como é a base emocional das outras pessoas. Dessa forma, nos certificamos se estamos em companhia segura, e se as reações dos outros indivíduos serão semelhantes às nossas, ou mesmo se seremos aceitos, e bem recebidos. De forma muito simples, podemos dizer que toda vez que lemos um post, estamos nos certificando se o nosso ambiente é povoado de indivíduos que vão se somar, e ajudar a nos proteger – ou se, ao contrário, os demais indivíduos que estão à nossa volta representariam, na verdade, uma ameaça.
Outro efeito muito importante de conhecer as motivações dos outros é que nossas emoções se tornam mais fortes. Quando confirmamos que outras pessoas vêem o mundo com a mesma base emocional, nos sentimos mais seguros. Esse vínculo com o outro nos tira da tristeza, e nos dá energia para sobreviver.


Toda vez que você estiver consumindo um conteúdo saiba que, na verdade, você está interessado na forma como as outras pessoas estão se vinculando com aquele conteúdo. Você quer saber o que está motivando outras pessoas a ler, pensar, agir – isso é para confirmar se também estão vendo o mundo como você. Aí está a informação fundamental: “o que os outros estão vendo nisso?”. Igualmente, quando outros se interessam pelas suas publicações, estão interessados na forma como VOCÊ está vendo isso.


Nesse sentido, fica mais fácil entender que todas as coisas que falamos, publicamos, e compartilhamos, nos ajudam a encontrar segurança, confirmação de que não estamos sós, de que há outras pessoas compartilhando a mesma visão de mundo. A forma com que editamos nossos conteúdos diz muito sobre o que está motivando nossa busca pelos outros, e também diz muito sobre aquilo que estamos querendo que os outros encontrem em nós.


Na prática, a edição dos conteúdos é a atividade central do processo de uma publicação. Conteúdos com boas edições são aqueles que provocam interesse pela visão de mundo de quem publica. E, em última instância, conteúdos buscam atrair para si os interlocutores mais valiosos.

 

Alguns casos em que isso ocorre:
– Quando não gostamos da fonte (empresa ou pessoa que publica), mas, apesar disso, sempre lemos suas publicações
– Quem publica faz questão de revelar o que sente em relação ao conteúdo
– Ficamos muito curiosos para entrar em um grupo secreto, para saber qual a visão dos membros sobre um assunto
– Publicações nos deixam curiosos sobre o estilo de vida de quem publica
– Publicações de uma empresa não ganham audiência, pois a marca não revela sua visão particular sobre os assuntos que publica
– Achamos muito bem humorada a visão de uma pessoa sobre algo que aconteceu. O evento era muito trivial, mas aquela pessoa conseguiu encontrar algo muito especial ali dentro.
Na nossa empresa, a City, temos uma verdadeira paixão por esses assuntos, que explicam os porquês de as pessoas fazerem o que fazem. Nossos clientes nos contratam para conhecer com profundidade as motivações de seus clientes, para desenvolver produtos mais próximos do que as pessoas realmente querem, e para fazer ações de comunicação muito mais intensas e relevantes para seus públicos estratégicos.

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Leia mais sobre este assunto, com os grandes especialistas (clique nos links >>):

Abigail Posner, sobre memes.

Antonio Damasio, sobre emoções e razão.

Psicoterapeuta Donald Winnicott.

Foto cover: Francois Brunelle (Project: “I’m Not a Look-Alike”).

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